sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Regresso do Blogue

Desde a última publicação (19 de Outubro), muito aconteceu em Portugal e no Mundo: países que foram a votos, enquanto uns continuam mergulhados na guerra; figuras de relevo que desapareceram, outras que estão perto da morte.

A maior parte dos eventos não merecem escaparates múltiplos nem partilhas nas redes sociais: permanecerão na obscuridade até que a História os desenterre para nos explicar como chegamos ao futuro.

Muitos de nós não chegarão a ouvir essa explicação. Morrem aos milhares, longe dos jornalistas e das câmaras. E não morrem só no Congo e no Iémen, na Síria e nos países democraticamente cilindrados durante a Primavera Árabe. Morrem nos corredores dos hospitais. Morrem de fome e de doenças por toda a parte. Morrem nas igrejas. Morrem de muitas maneiras.

Há mortes antes da morte: há os que são presos na Turquia por não alinharem com Erdogan, os que são escravizados nas fábricas do Extremo Oriente para que os lucros das empresas ocidentais respaldem a cobiça dos seus detentores, os que são embrutecidos pela comunicação social manipuladora, pela escola do género; há aqueles que são envenenados pelo progresso material.

Ninguém morre de felicidade. Sempre que se prometeu o céu na Terra, veio o inferno. Mesmo com o Natal, continuarão as mortes, as torturas, os sofrimentos, a escravatura. When bad men combine, the good must associate (Burke).

Sem comentários:

Enviar um comentário